
12 de maio de 2016
Hoje tivemos uma cerimônia de Iom Hazikaron na escola, o dia em memória daqueles que tombaram em guerras e vítimas do terror. Às 10h30 uma sirene tocou, todos fizeram um minuto de silêncio, e em seguida os professores que estavam em sala leram um texto para seus alunos.
Para os alunos mais velhos, o texto escolhido foi o do escritor e pacifista israelense David Grossman, que fez um apelo ao governo israelense para que encerrasse a Guerra do Líbano dias antes do seu filho Uri morrer no conflito. Um trecho do texto diz: “Uri era um rapaz que tinha valores, uma palavra bastante aviltada e alvo de gozação nesses últimos anos. Isso porque em nosso mundo demente, cruel e cínico, deixou de ser “cool” ter valores. Ou ser humanista. Ou sensível ao desamparo de outrem, mesmo se o outro é o seu inimigo no campo de batalha. Eu aprendi com Uri que se pode e se deve ser tudo isso ao mesmo tempo. Que nós devemos, de fato, nos defender. Mas isso nos dois sentidos: defender as nossas vidas, mas também obstinar-se a proteger nossa alma, obstinar-se a preservá-la da tentação da força e dos pensamentos simplistas, da desfiguração do cinismo, da contaminação do coração e do desprezo do indivíduo que são a verdadeira, a grande maldição daqueles que vivem numa região de tragédia tal como a nossa.”
Já os menores receberam um lindo presente – uma mensagem de um menino israelense de 7 anos, escrita especialmente para nós. A mensagem diz: “Hoje lembramos as vítimas dos conflitos entre Israel e seus vizinhos. É um dia triste, porque lembramos de pessoas que não estão mais conosco. Por outro lado, devemos encarar também este dia com muita esperança. Esperança de que não aconteçam mais guerras e que finalmente possamos viver em um mundo de paz. Esta data de hoje deve ser vista então com tristeza pelos que não estão mais aqui, e com esperança de que não haja mais vítimas em guerras e conflitos.”
Que a memória de todos seja abençoada.
